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ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Marcelo Rebelo de Sousa “está bem disposto” após cirurgia de urgência a hérnia encarcerada – Alta prevista para amanhã, mas recuperação de semanas preocupa o país

Por João Silva, Porto – 3 de dezembro de 2025 – 10h15

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está “bem disposto” e em recuperação favorável após a cirurgia de urgência a que foi submetido na noite de segunda-feira no Hospital de São João, no Porto.

A intervenção, para tratar uma hérnia encarcerada, decorreu sem complicações e durou cerca de uma hora e meia, confirmou esta manhã Maria João Baptista, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João.

Marcelo deverá ter alta já amanhã, quarta-feira, mas o período de repouso pode estender-se por duas a quatro semanas, dependendo da evolução clínica. O episódio, que apanhou o país de surpresa, gerou uma onda de solidariedade nacional e reacendeu debates sobre a saúde do Chefe de Estado aos 76 anos.

Tudo começou ao final da tarde de segunda-feira, quando Marcelo, que presidira às cerimónias do 1.º de Dezembro em Lisboa e seguiu para Amarante para as exéquias do engenheiro António Mota, sentiu uma indisposição grave no regresso.

Segundo o comunicado inicial da Presidência da República, o Presidente sofreu uma paragem de digestão, acompanhada de vómitos e dores abdominais intensas.

A equipa médica recomendou exames imediatos, e Marcelo foi levado para o Hospital de São João, onde os testes confirmaram o encarceramento de uma hérnia – uma condição em que o tecido intestinal fica preso, podendo evoluir para complicações graves se não tratada com urgência.

A cirurgia, classificada como de “baixo risco” quer cirúrgico quer anestésico, foi realizada por volta das 21h30. “O Presidente está cooperante, alimentou-se bem e já se levantou, como é habitual no pós-operatório”, adiantou Maria João Baptista em conferência de imprensa esta manhã.

“O quadro é favorável, e é previsível que receba alta amanhã. Há sempre um risco de infeção, mas neste momento é baixo. O repouso será variável, de duas a quatro semanas, mais ou menos rigoroso conforme a evolução.”

Fernando Frutuoso de Melo, chefe da Casa Civil, reforçou que Marcelo “está perfeitamente capaz de exercer funções”, e que não se põe a questão de substituição temporária pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.

“Ele pode adaptar a agenda, mas continuará a trabalhar plenamente”, afirmou, garantindo que Marcelo já conversou com a equipa médica e pediu para transmitir que se sente “bem disposto e tranquilo”.

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O episódio gerou uma avalanche de mensagens de apoio. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, visitou Marcelo esta tarde e partilhou uma foto nas redes sociais: “O Presidente está forte como sempre.

Força, Marcelo – o país precisa de si.” André Ventura, líder do Chega, desejou “rápidas melhoras e um regresso com saúde e energia”. Catarina Martins, eurodeputada do Bloco de Esquerda, expressou esperança de que “não seja nada de grave” e que recupere rapidamente.

Até o Papa Francisco enviou uma mensagem via núncio apostólico: “Rezo pela saúde do Presidente e pela serenidade do povo português.”

Marcelo Rebelo de Sousa não é novo em intervenções médicas. Em dezembro de 2021, foi operado a duas hérnias inguinais no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, numa cirurgia que também correu bem.

Em outubro de 2019, submeteu-se a um cateterismo cardíaco no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, após uma indisposição.

Aos 76 anos, o Presidente tem demonstrado uma resiliência notável, mas este episódio reacende preocupações sobre a sua saúde e a agenda sobrecarregada – especialmente num ano de transição para as eleições presidenciais de 2026.

A indisposição ocorreu logo após as cerimónias fúnebres de António Mota, fundador da Mota-Engil, em Amarante.

Marcelo, que presidira de manhã às comemorações do 1.º de Dezembro na Praça dos Restauradores, em Lisboa – as suas últimas como Chefe de Estado antes da saída em janeiro de 2026 –, seguiu para o Norte.

“Estava previsto regressar a Lisboa esta noite, mas a equipa médica disse que não”, explicou Frutuoso de Melo, sublinhando que a decisão foi tomada “por precaução”.

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O Hospital de São João, um dos maiores centros de referência no Norte do país, mobilizou uma equipa multidisciplinar para o Presidente. Maria João Baptista destacou a “excelente condição física” de Marcelo, que contribui para uma recuperação rápida. “Ele tem sido extremamente colaborante e respeita rigorosamente as indicações”, disse.

No pós-operatório imediato, Marcelo alimentou-se e levantou-se, passos essenciais para evitar complicações.

Fora do hospital, o país reagiu com emoção. Nas redes sociais, #ForçaMarcelo acumula milhões de menções, com mensagens de figuras públicas e anónimos. O cantor Mariza partilhou: “Marcelo, o nosso abraço nacional.

Recupera depressa, que o fado precisa de ti para sorrir.” O Benfica, clube de que é adepto, emitiu nota: “O nosso Presidente está nos nossos pensamentos. Força, Professor!” Até o rival FC Porto desejou melhoras, num raro gesto de unidade.

A recuperação será monitorizada de perto. Baptista estima repouso de duas a quatro semanas, com adaptação da agenda – possivelmente menos viagens e mais trabalho remoto de Belém. Marcelo, conhecido pelo seu humor, brincou com a equipa médica: “Agora sou eu que fico de férias – mas com dieta rigorosa!”

Portugal respira aliviado, mas atento. Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente do “abraço”, mostrou mais uma vez a sua força. A alta amanhã marca o fim de um susto, mas o país deseja-lhe, acima de tudo, paz para os meses finais do mandato.

Porque, como ele próprio diria, “a vida é curta, mas o afeto é eterno”.